Em um cenário político marcado pela prisão de Jair Bolsonaro, o Partido Liberal (PL) está buscando redesenhar sua estratégia para as eleições de 2026. Sem a presença física do ex-presidente para mobilizar a base eleitoral, os dirigentes do PL estão discutindo soluções para manter a presença simbólica do partido na campanha. De acordo com uma apuração feita pela Folha de S. Paulo, as discussões dentro do partido abordam o uso de inteligência artificial (IA) para gerar mensagens de apoio, a produção de imagens e montagens digitais, e até mesmo a utilização de figuras de papelão para manter a presença de Bolsonaro.

A possibilidade de usar IA em campanhas eleitorais divide o partido entre aqueles que veem a tecnologia como uma saída para compensar a ausência física de Bolsonaro e aqueles que temem desgaste e questionamentos jurídicos. Alguns argumentam que a IA pode ser usada para gerar mensagens de apoio mais eficazes e personalizadas, sem a necessidade de a presença física de Bolsonaro. Já outros defendem que o uso de IA em campanhas pode ser interpretado como uma forma de manipulação e poderia levar a questionamentos legais. A discussão sobre o uso de IA em campanhas eleitorais também tem implicações práticas, pois pode afetar a credibilidade do partido e da presidência eleitas.

Ao mesmo tempo em que o PL busca encontrar soluções para manter a presença de Bolsonaro, está discutindo a possibilidade de apresentar um substituto natural para o ex-presidente. Michelle Bolsonaro, esposa de Jair Bolsonaro, e Nikolas Ferreira, amigo de confiança do ex-presidente, são vistos como nomes potenciais que podem mobilizar apoiadores, mas ambos estarão focados em suas próprias campanhas. A pressão por um sucessor natural de Bolsonaro cresce dentro do partido, que defende que o PL apresente um nome competitivo para a corrida presidencial de 2026. Entre as possibilidades, aliados veem Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) como a figura com maior potencial de atrair o eleitorado bolsonarista sem carregar a rejeição associada à família Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, irmão de Jair Bolsonaro, ainda enfrenta resistência de parte do eleitorado, o que pode afetar sua capacidade de liderar a candidatura do PL.

A situação criada pela prisão de Bolsonaro é considerada um desafio significativo para o PL, um dos partidos mais importantes da direita brasileira. A falta do principal cabo eleitoral da direita é vista como prejudicial para candidatos mais dependentes do voto ideológico. Enquanto o ex-presidente cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o PL precisa encontrar um caminho que mantenha sua relevância política sem depender exclusivamente da presença física de Bolsonaro. Essa tarefa é considerada um importante teste para a legenda e poderia ter implicações significativas nas eleições de 2026.

Sem consulta SPC/Serasa
Os 5 melhores cartões de crédito sem consulta SPC/Serasa