A tokenização de ativos no Brasil está alcançando grandes feitos, chegando a uma marca de R$ 4 bilhões em 2025, segundo dados da plataforma RWA Monitor. Esse processo envolve transformar ativos do mercado tradicional, como debêntures e recebíveis, em objetos virtuais, tokens, registrados na blockchain. A tecnologia por trás das criptomoedas permite ao emissor de um ativo dividí-lo em partes menores, tornando-o mais atraente para compradores, o que ajuda a aumentar a liquidez no mercado. Com a tokenização, ativos que foram difíceis de vender por causa do preço podem se tornar mais acessíveis e atraentes para os investidores.

No contexto brasileiro, a CPR (Cédula de Produto Rural) é o ativo mais tokenizado, com um valor de emissão de R$ 1,15 bilhão, equivalente a 30% do total de ativos tokenizados. Além disso, outras formas de ativos como CCB (Cédula de Crédito Bancário), notas comerciais e debêntures também estão sendo tokenizadas. De acordo com os dados da RWA Monitor, apenas 11 tokenizadoras brasileiras estão envolvidas no processo de emissão dos ativos digitais. A expansão desse mercado é um indicativo de que a tecnologia está se tornando mais acessível e atraente para a maioria dos investidores.

A criação de um mercado de tokenização no Brasil pode ter implicações significativas para a economia do país. Pode permitir que os investidores acessem ativos que antes eram inacessíveis por causa do preço, e também pode aumentar a liquidez no mercado, tornando mais fácil a realização de negócios. Além disso, pode também reduzir os custos associados ao processamento de transações de valor, como é o caso da tokenização do recebível. No entanto, é importante notar que a tokenização de ativos também trazem riscos, como a perda de propriedade de ativos digitais, e que os investidores precisam exercer uma cautela e uma atenção, apropriadas ao tomar suas decisões de investimento nas criptomoedas e no mundo de tokens financeiro.