A Brasil, na última semana, registrou um impactante aumento no número de motoristas que renovaram automaticamente sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo dados do Ministério dos Transportes, mais de 323 mil motoristas já renovaram o documento sem precisar comparecer aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans). A renovação automática da CNH é um novo modelo de renovação que visa simplificar processos, reduzir burocracia e premiar motoristas com bom histórico de condução. Esta iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas à modernização dos serviços públicos de trânsito, alinhada à digitalização de documentos como a Carteira Digital de Trânsito (CDT). O processo de renovação automática da CNH acontece de forma digital, sem a necessidade de comparecimento presencial aos Detrans.

A renovação automática da CNH foi regulamentada pela Medida Provisória nº 1327/2025 e está restrita a condutores que atendem critérios específicos e fazem parte do Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Os motoristas beneficiados pela medida são os que têm um bom histórico de condução e atendem pelos critérios específicos estabelecidos para a renovação automática. A iniciativa visa aliviar a demanda nos Detrans, reduzir o tempo de espera para a renovação e evitar a perda de tempo e recursos para os condutores.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério dos Transportes, a renovação automática da CNH beneficiou majoritariamente motoristas não profissionais. Condutores com CNH categoria B, que autoriza a condução apenas de automóveis, representaram 52% das renovações realizadas no período. Seguem em sequência os motoristas habilitados na categoria AB, que permite dirigir carros e motocicletas, com 45% do total. Já os condutores exclusivamente de motocicletas, com categoria A, responderam por 3% das renovações automáticas. Uma parcela menor corresponde a motoristas profissionais, habilitados nas categorias C e D.

A renovação automática da CNH também teve um impacto significativo na economia, com uma economia estimada de R$ 226 milhões. Este valor considera gastos que normalmente seriam feitos com taxas estaduais, exames médicos obrigatórios, avaliações administrativas e deslocamentos. A expectativa do governo federal é que esse valor aumente de forma significativa nos próximos meses, à medida que mais condutores elegíveis ingressem no RNPC.