A Telefônica Brasil, empresa controladora da marca Vivo e listada na B3 sob o código VIVT3, anunciou que pagará R$ 325 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) aos seus acionistas. O pagamento será feito aos investidores que mantiverem ações da companhia até 23 de fevereiro de 2026, com crédito previsto até 30 de abril de 2027. O valor bruto por ação será de R$ 0,10, com Imposto de Renda na fonte à alíquota de 17,5%, resultando em aproximadamente R$ 0,08 líquidos por ação. Do total anunciado, o valor líquido estimado a ser efetivamente pago aos investidores é de cerca de R$ 268,1 milhões.
A decisão de pagar juros sobre capital próprio foi tomada com base no balanço patrimonial de 31 de janeiro de 2026, e reflete a política de remuneração da empresa. Esse tipo de operação permite à companhia deduzir os valores pagos da base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), tornando-a fiscalmente eficiente. Além disso, os juros sobre capital próprio são uma forma de remuneração aos acionistas prevista na legislação brasileira, que sofre tributação na fonte para o investidor, mas gera benefício fiscal para a companhia.
Esse anúncio sinaliza a manutenção de uma política consistente de distribuição de resultados por parte da Telefônica Brasil, ao mesmo tempo em que otimiza sua estrutura tributária. A empresa busca equilibrar a remuneração dos acionistas com a eficiência fiscal, o que é comum entre companhias de capital aberto com geração robusta de caixa. A partir do dia 24 de fevereiro de 2026, as ações da Telefônica Brasil passam a ser negociadas na condição “ex-juros”, ou seja, sem direito ao provento anunciado. O pagamento ocorrerá até 30 de abril de 2027, em data que ainda será definida pela diretoria da companhia.
A distribuição de juros sobre capital próprio pode impactar a percepção dos investidores sobre a saúde financeira e a capacidade da empresa de gerar retorno. Além disso, essa medida pode influenciar a atratividade das ações da Telefônica Brasil no mercado, considerando a política de remuneração e a eficiência fiscal. Para os acionistas, o recebimento de juros sobre capital próprio representa uma forma de remuneração que, apesar de sujeita à tributação, contribui para a atratividade das ações. Para a empresa, essa política reflete uma estratégia para equilibrar a distribuição de lucros e a gestão tributária.
