A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu alertas para companhias aéreas que operam sobre a América Central e partes da América do Sul devido a possíveis atividades militares e interferência de GPS. Esses alertas abrangem o México e países da América Central, bem como o Equador, a Colômbia e partes do espaço aéreo no leste do Oceano Pacífico, e terão duração de 60 dias. A medida foi tomada em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e líderes regionais, especialmente após o governo Trump montar uma força militar no sul do Caribe e realizar uma operação militar na Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro foi alvo.

Os alertas da FAA ocorrem em um contexto de crescente tensão na região. Recentemente, o presidente Donald Trump sugeriu a possibilidade de ações militares contra cartéis de drogas no México e mencionou a Colômbia como um potencial alvo. Após a operação na Venezuela, a FAA restringiu voos em todo o Caribe, resultando no cancelamento de centenas de voos. A agência afirmou que houve uma boa coordenação com os militares dos EUA antes da operação. Um incidente recente envolvendo um jato de passageiros da JetBlue que teve que tomar medidas evasivas para evitar uma colisão com um avião-tanque da Força Aérea dos EUA perto da Venezuela também ilustra os riscos presentes na região.

A FAA justificou os alertas citando riscos de atividades militares e interferência de GPS, o que pode impactar a segurança das rotas aéreas. Esses avisos refletem as preocupações dos EUA com a estabilidade na região e o impacto potencial nas operações aéreas. A medida é parte das ações dos EUA para garantir a segurança das operações militares e civis em uma área de crescente instabilidade política e militar.

A situação na América Central e do Sul permanece volátil, com os EUA indicando possíveis ações futuras contra alvos na região. A FAA continuará a monitorar a situação e a emitir alertas conforme necessário para garantir a segurança das operações aéreas. Enquanto isso, as companhias aéreas terão que tomar precauções adicionais ao operar nessas regiões, considerando os riscos de atividades militares e interferência de GPS.

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