Título: Alta de commodities é insuficiente para animar Ibovespa sem NY e após recorde de 4ª

A ausência das bolsas de Nova York na quinta-feira, 27 de novembro, devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, pode ter um impacto significativo no mercado de ações brasileiro, especialmente em relação ao Ibovespa. A Bolsa de Valores de São Paulo opera normalmente desde a abertura, mas a liquidez será reduzida devido ao feriado nos EUA, que fechará os mercados por lá no dia e reduzirá o horário de funcionamento amanhã.

A alta dos preços das commodities em outubro, que influenciou a alta do Ibovespa na quarta-feira, pode não ser suficiente para animar o mercado sem a participação dos investidores internacionais. O Índice Bovespa operou perto da estabilidade desde a abertura. “Hoje a liquidez será reduzida no geral. É importante ressaltar que o capital estrangeiro tem ajudado a Bolsa”, disse João Paulo Paiva, analista de Renda Variável e Estruturados da Arton Advisors.

A alta do Ibovespa na quarta-feira foi de 1,70%, fechando no nível recorde dos 158.554,94 pontos. O aumento foi impulsionado principalmente pela perspectiva de novo afrouxamento monetário nos Estados Unidos em dezembro e pelo início de queda da Selic em janeiro. “Deve ser um pregão mais morno por causa do feriado americano. O mercado se animou bastante tanto com o Livro Bege do Fed, indicando continuidade de quedas nos juros nos Estados Unidos, e falas do governador de São Paulo”, disse Diego Faust, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

Além disso, a expectativa de uma alta no volume de empregos no Brasil em outubro também pode influenciar o mercado. O Caged (Sistema de Cadastro Unificado de Empregados e Desempregados) será divulgado às 14h30, o que pode ter um impacto na confiança dos investidores no mercado brasileiro. A ausência de notícias significativas pode resultar em um pregão mais morno. “Só se houver um noticia fora do contexto, alguma ‘pauta-bomba’ mais focada no Brasil para que o mercado se mexa”, acredita Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora.

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