A Amil, uma das principais operadoras de planos de saúde do Brasil, tem protagonizado um avanço significativo no mercado, especialmente nos últimos anos. Sob o comando de José Seripieri Filho, a empresa conseguiu liderar o ganho de novos beneficiários em 2025, ultrapassando a marca de 6 milhões de clientes, incluindo planos médicos e odontológicos. Esse crescimento expressivo permitiu que a Amil assumisse a terceira posição entre as maiores operadoras do país, ultrapassando a SulAmérica e ficando atrás apenas da Hapvida, que detém a maior carteira de clientes do país. A estratégia da Amil envolveu um processo de “rouba-monte” de clientes de outras operadoras, com destaque para a aquisição de novos beneficiários nos mercados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Esse avanço notável da Amil ocorre em um momento em que a Hapvida, tradicionalmente líder no segmento de planos de saúde de menor tíquete, enfrenta desafios. A empresa da família Pinheiro está lidando com a integração complexa da NotreDame Intermédica, custos operacionais elevados e uma maior necessidade de investimento em hospitais. Além disso, a Hapvida registrou uma perda de 18 mil beneficiários em novembro, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Por outro lado, a Amil conseguiu avançar sobretudo nos produtos regionais e no plano de entrada, denominado categoria bronze, que oferece preços mais competitivos. A categoria bronze é justamente o segmento em que a Hapvida sempre foi mais forte, mas agora parece estar cedendo terreno.

Para entender melhor essa dinâmica, é importante considerar os cuidados com a saúde financeira das operadoras de planos de saúde. A aquisição de novos clientes é apenas um aspecto; a gestão dos custos operacionais, a qualidade dos serviços oferecidos e a capacidade de investimento em infraestrutura são igualmente cruciais. A Amil, após ser adquirida por José Seripieri Filho em 2023 por R$ 11 bilhões, iniciou um processo de reestruturação que parece estar surtindo efeito. A empresa simplificou seu portfólio de planos, criando três categorias – ouro, prata e bronze –, o que pode ter contribuído para sua competitividade no mercado. Já a Hapvida, com uma queda expressiva das ações de 57% em 12 meses e troca de executivos no alto comando, parece enfrentar um desafio de gestão e confiança do mercado.

Em termos de impacto prático para os consumidores, a disputa entre Amil e Hapvida pode resultar em benefícios, como planos mais competitivos e com preços mais acessíveis. No entanto, é fundamental que os clientes pesquisem e comparem os planos de saúde oferecidos pelas diferentes operadoras, atentando para a cobertura, a rede de atendimento e as avaliações de outros usuários. A escolha de um plano de saúde deve ser baseada em uma análise cuidadosa das necessidades individuais e familiares, bem como das opções disponíveis no mercado.