Na quinta-feira, 26, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o crime organizado está utilizando empresas nos Estados Unidos para lavagem de dinheiro. A declaração foi feita na porta do ministério enquanto o ministro comentava a Operação Poço de Lobato, que investiga fraudes no setor de combustíveis e tem como principal alvo o Grupo Refit. Essa operação tem como objetivo desarticular um esquema de sonegação e lavagem de dinheiro em cinco estados e no Distrito Federal. O ministro Haddad destacou que a operação revelou um forte movimento de evasão de divisas que extrapolou as fronteiras nacionais, chegando a utilizar o estado de Delaware, nos EUA, para montar operações de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A operação Poço de Lobato tem como alvo o Grupo Refit, considerado o maior devedor de ICMS de São Paulo. De acordo com o ministro Haddad, o esquema utilizado pelo crime organizado envolve a abertura de dezenas de empresas e fundos fora do Brasil, que recebem empréstimos e retornam o dinheiro no formato de aplicação lícita, mas com origem não limpa. Isso configura, segundo o ministro, uma “triangulação internacional gravíssima”. Além disso, a Receita Federal identificou o contrabando de armas vindas dos Estados Unidos, que chegavam ao Brasil em contêineres. Essas descobertas reforçam a necessidade de uma parceria efetiva entre o Brasil e os EUA para combater o crime organizado e a lavagem de dinheiro.

O ministro Haddad destacou a importância de abrir uma frente de trabalho com o governo dos EUA para inibir a lavagem de dinheiro em solo americano. Ele também aproveitou a oportunidade para reforçar a importância da aprovação, pelo Congresso, da lei do devedor contumaz, que busca impedir que empresas continuem funcionando quando não recolhem tributos. Essa medida, segundo o ministro, pode ser um meio de asfixiar as organizações criminosas e combater o crime organizado de forma efetiva. A operação Poço de Lobato e as declarações do ministro Haddad evidenciam a complexidade e a amplitude do crime organizado no Brasil e a necessidade de uma cooperação internacional para combatê-lo.

A cooperação entre o Brasil e os EUA é fundamental para impedir que o crime organizado continue a utilizar o território americano para suas operações ilícitas. A identificação de armas contrabandeadas dos EUA para o Brasil e a utilização de empresas americanas para lavagem de dinheiro são apenas alguns exemplos da gravidade do problema. O ministro Haddad pediu ao secretário da Receita que elaborasse um relatório demonstrando a importância da parceria entre os dois países para combater o crime organizado. Com essa medida, o governo brasileiro busca fortalecer a luta contra a lavagem de dinheiro e o crime organizado, que representam uma ameaça significativa à economia e à segurança do país.

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