O dólar comercial iniciou a sexta-feira cotado a R$5,1930, após fechar a quinta-feira com variação de -0,1%, valendo R$5,1903. A expectativa em torno da indicação de Donald Trump para a presidência do Federal Reserve e dados relevantes de inflação e atividade no exterior influenciam o mercado. Além disso, indicadores fiscais e do mercado de trabalho no Brasil ajudam a balizar o curto prazo. O ambiente é de cautela, com investidores reduzindo convicção direcional diante do risco de mudanças na condução da política monetária americana.
A indicação de Kevin Warsh para o comando do Fed foi recebida como um fator de estabilidade, uma vez que ele é considerado um nome mais dovish, o que levou o dólar a se fortalecer frente às principais moedas. As bolsas europeias operam em alta moderada após dados positivos, enquanto os futuros de Nova York mostram desempenho misto. Metais e energia recuam, refletindo ajuste técnico e menor apetite a risco. A agenda internacional traz inflação na Alemanha e indicadores de atividade nos Estados Unidos, importantes para avaliar a resiliência da economia americana.
No radar político, seguem as negociações para evitar shutdown nos EUA e a implementação de tarifas comerciais, elevando a incerteza global. A temporada de balanços segue relevante, com resultados sinalizando pressão sobre margens e decisões de investimento, sobretudo em setores ligados a tecnologia e energia. O conjunto dessas informações contribui para a manutenção de um ambiente de cautela, com investidores priorizando liquidez e proteção, aguardando maior clareza sobre juros, dólar e fluxos globais. Nesse contexto, o dólar volátil reflete as incertezas e expectativas em torno da política monetária americana.
A sexta-feira também traz a expectativa de dados importantes para o mercado, o que pode influenciar diretamente as expectativas para a política monetária. Com isso, os investidores seguem acompanhando os desdobramentos políticos e econômicos para definir suas estratégias, mantendo uma postura prudente diante das incertezas. O Fed e a política monetária americana seguem no centro das apostas, influenciando o mercado de câmbio e a economia global. Além disso, a inflação e a atividade econômica nos EUA e no exterior são fatores importantes para o mercado.
