Na manhã de domingo, 30 de março de 2025, um homem foi atacado e morto por uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa, Paraíba. O incidente ocorreu dentro da área reservada aos leões, onde o visitante teria escalado a cerca de 8 metros de altura que separa a zona dos animais do restante do parque e descer pela árvore localizada próxima à jaula. Dois vídeos publicados nas redes sociais do perfil VoxPB mostraram o indivíduo descendo a árvore e, em seguida, a leoa surgindo com manchas de sangue no corpo. O nome do homem ainda não foi divulgado, e a vítima permanece sem identificação oficial. O parque está agora interditado, e a Polícia Científica da Paraíba (IPC) foi acionada para conduzir as investigações.
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Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como Parque da Bica, atrai visitantes com sua coleção de animais exóticos e instalações educativas. Até a ocorrência, o local mantinha medidas de segurança como cercas metálicas de 8 metros de altura e portões controlados, mas o ataque demonstrou brechas que permitem a escalada e a proximidade direta com os animais. Relatos de testemunhas que assistiram ao episódio indicam que o homem desceu pelo tronco de uma árvore interna ao recinto dos leões, algo que a equipe do parque considera inesperado dada a estrutura de acesso restrita. O vídeo divulgado mostra a leoa emergindo em estado de alerta, com sangue visível nas costas, sugerindo ferimento interno causado por sua própria agressividade. A morte do visitante, ainda que de origem não confirmada, ressalta a necessidade de revisões nas políticas de segurança e monitoramento do parque.
O comunicado oficial do parque, publicado no Instagram do Parque da Bica, lamenta o incidente e expressa solidariedade à família e amigos da vítima não identificada. Em nota, o parque informou: “Trata-se de um episódio extremamente triste para todos, e manifestamos nossa solidariedade e sentimentos à família e aos amigos do homem, ainda não identificado.” Além disso, o Parque Zoobotânico permanece fechado enquanto a IPC conduz a perícia, e não há previsão de reabertura para o público. Autoridades locais têm pedido que o parque reveja suas barreiras de segurança e implemente protocolos mais rigorosos para prevenir incidentes semelhantes. A situação também destaca a responsabilidade das instituições que abrigam animais selvagens de garantir a proteção tanto dos visitantes quanto dos animais, exigindo um balanço entre acesso público e medidas de risco.
De acordo com a legislação estadual de proteção à fauna, os parques que abrigam animais de grande porte devem cumprir normas específicas de segurança e vigilância, segundo o Conselho Estadual do Meio Ambiente (CEMA). A investigação conduzida pela IPC incluirá exames forenses no local, análise de câmeras de monitoramento e entrevista a funcionários do parque. Caso sejam identificadas falhas de cumprimento das normas, o parque pode enfrentar multas e responsabilização administrativa. Organizações de defesa dos animais e de segurança pública têm pressionado por auditorias independentes nos estabelecimentos que mantêm leões e outros grandes felinos. Enquanto isso, a comunidade de João Pessoa acompanha de perto os desdobramentos do caso, que pode servir de referência para a revisão de protocolos em zoológicos e parques em todo o estado.