A Interpol está criando uma força-tarefa para combater o tráfico transnacional de drogas na América do Sul, que será liderada pelo Brasil. A força-tarefa reunirá policiais de todos os paÃses da região e terá como objetivo executar operações simultâneas e articuladas para combater o tráfico de drogas. O grupo será coordenado pelo Brasil e terá seu escritório regional em Buenos Aires, na Argentina. A expectativa é que a força-tarefa comece a funcionar em março, com a participação de pelo menos um agente de cada paÃs da região.
A ideia da força-tarefa surgiu a partir do sucesso da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), criada pelo governo brasileiro para articular autoridades federais e estaduais no enfrentamento à s organizações criminosas. O modelo será inspirado nessa experiência e permitirá que os policiais tenham acesso a todas as informações globais de segurança pública, aos bancos de dados da Interpol e à possibilidade de realizar operações com cooperação em tempo real. A secretária nacional de PolÃticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado, afirmou que a parceria com a Interpol vai fomentar ações estratégicas de desarticulação do crime organizado transnacional na região.
O governo brasileiro assinou um acordo de parceria com a Interpol para investir inicialmente cerca de R$ 11 milhões por um ano de projeto. O acordo foi celebrado após um encontro em Lyon, na França, em junho do ano passado, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu a atuar no enfrentamento às organizações criminosas. A Interpol espera que a força-tarefa seja capaz de identificar a presença de ativos de organizações criminosas e gerar inteligência para novas operações criminais. O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, destacou que o modelo permitirá a execução de operações em grande escala.
A criação da força-tarefa é uma resposta ao aumento do tráfico de drogas na região e à necessidade de cooperação entre os paÃses para combater o crime organizado. A Interpol busca fortalecer a parceria com os paÃses da região para compartilhar informações e realizar operações conjuntas. Com a participação de policiais de todos os paÃses da América do Sul, a força-tarefa terá uma abrangência regional e poderá atuar de forma eficaz no combate ao tráfico de drogas. O tráfico transnacional de drogas é um problema complexo que exige uma resposta coordenada e eficaz dos paÃses da região. A cooperação internacional e o compartilhamento de informações são fundamentais para o sucesso da força-tarefa.
