No cenário doméstico, o Brasil enfrenta uma percepção mista. A alta taxa de juros reais, uma das maiores do mundo, atrai investimentos em estratégias de renda fixa e carry trade. No entanto, o risco fiscal permanece um ponto de alerta, especialmente após a recente emissão de títulos públicos de longo prazo com juros acima de 13,7% ao ano. Esse movimento sinaliza que o mercado exige um prêmio para financiar o governo, refletindo uma confiança ainda limitada na trajetória fiscal. A Bolsa brasileira, apesar da alta de 2025, ainda apresenta múltiplos atrativos em vários setores, o que mantém o interesse de investidores estrangeiros em busca de oportunidades de valor em ações e setores específicos.

Em meio a esse cenário, a visão de longo prazo se mostra essencial. A economia americana continua sendo uma âncora importante para estratégias globais de investimentos. A diversificação tática com exposição ao mercado americano, priorizando setores de qualidade e boas margens operacionais, pode ser uma abordagem eficaz. No Brasil, a seletividade é crucial, com atenção a setores e ações que ofereçam valor e potencial de crescimento. Acompanhar a evolução dos indicadores econômicos e ajustar as estratégias conforme necessário será fundamental para navegar pelo cenário de 2026.