Na última sexta‑feira, 30 de novembro, a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados) confirmou que manterá as cotas de produção de petróleo definidas para 2026 e aprovou um novo mecanismo para avaliar a capacidade máxima de produção dos seus membros. A decisão foi tomada durante uma reunião virtual realizada simultaneamente em Londres e Moscou, com a presença de 8 países que representam aproximadamente metade da produção mundial de petróleo. A manutenção das cotas impede que a oferta de petróleo aumente no primeiro trimestre de 2026, garantindo que a redução de 3,24 milhões de barris por dia (aproximadamente 3 % da demanda global) permaneça em vigor. Assim, o mercado espera estabilidade no preço e na disponibilidade de petróleo nos próximos meses.

O encontro da Opep+ ocorreu em meio a esforços dos Estados Unidos de intermediar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, que pode levar à flexibilização das sanções russas e, consequentemente, à reabertura da produção russa. Se o acordo não se concretizar, a Rússia continuará limitada pelas sanções, mantendo a pressão sobre os preços globais. A Opep+, que inclui a Rússia como membro dominante, tem buscado equilibrar as pressões internas e externas, buscando preservar a influência sobre o mercado e evitar que a oferta se supere, o que poderia reduzir os preços e os lucros dos países produtores.

Entre os números divulgados, a Opep+ já liberou cerca de 2,9 milhões de barris por dia no mercado desde abril de 2025, enquanto continua a manter os cortes existentes. O novo mecanismo de capacidade, que entrará em vigor a partir de 2027, visa estabelecer cotas de produção com base na capacidade máxima real de cada membro, em vez de apenas nas metas históricas. Essa medida pode levar a ajustes nas cotas, especialmente em países como os Emirados Árabes Unidos, que aumentaram sua capacidade e buscam cotas mais elevadas, e em países africanos que registram declínios e resistem a cortes adicionais. Angola saiu do grupo em 2024, em razão de desentendimentos sobre suas cotas de produção.

Com a aprovação do mecanismo de capacidade e a manutenção das cotas de 2026, a Opep+ demonstra que continuará a ser um fator decisivo na determinação da oferta global de petróleo. A decisão reflete o equilíbrio delicado entre manter os preços sob controle, atender às demandas dos membros e lidar com a incerteza geopolitica decorrente das sanções russa e das negociações de paz. A comunidade internacional observa atentamente esses desenvolvimentos, pois qualquer mudança nas cotas ou na capacidade pode afetar não apenas o mercado de energia, mas também a economia global.

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