A JPMorgan anunciou a retomada da cobertura de ações da Rumo, com uma recomendação neutra e preço-alvo de R$ 20,00 para dezembro de 2026. Apesar de uma perspectiva favorável para os volumes até 2026, o banco espera pressão contínua nos preços de frete no curto prazo. Além disso, a Rumo tende a ficar mais exposta às oscilações cíclicas no médio e longo prazos, devido à negociação de contratos take-or-pay com prazos de aviso mais curtos. O preço-alvo foi elevado de R$ 22 para R$ 26, ou seja, um potencial de alta de 30% frente ao fechamento da véspera. A Rumo negociou a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 11,9% e a 5,7 vezes EV/Ebitda projetado para 2026, o que representa um desconto de cerca de 30% em relação aos níveis históricos.

O mercado de frete rodoviário no Mato Grosso continua desafiador, com a alternativa ferroviária se tornando mais competitiva nos últimos meses. Isso projeta que os rendimentos da Rumo recuem em dígitos simples na comparação anual no primeiro semestre de 2026, refletindo uma base de comparação mais elevada. Além disso, a renovação da estrutura de governança pode gerar ganhos a longo prazo para a empresa. A JPMorgan também avalia que as mudanças na estrutura corporativa da Rumo são positivas, mas os benefícios devem levar tempo para se materializar. Nesse cenário, o banco vê poucos catalisadores de curto prazo que justifiquem uma reprecificação do papel.

A perspectiva de longo prazo para a Rumo é mais otimista, com o preço-alvo elevado de R$ 26. Embora a empresa continue tendo pressões no curto prazo, a exposição a oscilações cíclicas no médio e longo prazo pode ser vista como uma oportunidade para o aumento dos volumes até 2026. A renovação da estrutura de governança também pode trazer benefícios a longo prazo. No entanto, é importante notar que a Rumo ainda está exposta às incertezas do mercado de commodities e ao desafio de preços de frete no curto prazo. Além disso, é preciso considerar as implicações das mudanças na estrutura corporativa da empresa sobre os seus preços de ações.

A recomendação neutra da JPMorgan reflete a complexidade do cenário para a Rumo. Por um lado, a empresa tem uma perspectiva favorável para os volumes até 2026 e um preço-alvo elevado. Por outro lado, a pressão no mercado de frete rodoviário no Mato Grosso e a exposição a oscilações cíclicas no médio e longo prazos podem afetar os preços de ações da empresa. É importante seguir as atualizações sobre a Rumo e avaliar as implicações das suas decisões estratégicas sobre o mercado em geral.