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Moda

Fusão de Arezzo e Grupo Soma ameaça ruir e Azzas 2154 perde R$ 4bi em 1 ano

O sonho de Alexandre Birman de criar o maior grupo de moda do Brasil está ruindo, menos de dois anos após a fusão entre a Arezzo e o Grupo Soma. A fusão,…

Fusão de Arezzo e Grupo Soma ameaça ruir e Azzas 2154 perde R$ 4bi em 1 ano
Foto reprodução / Imagem ilustrativa instagram

O sonho de Alexandre Birman de criar o maior grupo de moda do Brasil está ruindo, menos de dois anos após a fusão entre a Arezzo e o Grupo Soma. A fusão, formalizada em agosto de 2024, tinha como objetivo criar um conglomerado com mais de 30 marcas, capaz de competir em escala com players globais. No entanto, a parceria entre Birman e o outro sócio controlador, Roberto Jatahy, está se desfazendo, e uma reconciliação entre os dois parece cada vez menos provável. As ações do Azzas 2154, resultado da fusão, acumulam queda de 50% em 12 meses, e a empresa hoje vale R$ 3,8 bilhões, menos da metade do que atingiu no auge. A batalha entre os dois sócios está se desenrolando na Justiça, com Jatahy obtendo uma medida cautelar contra decisões de Birman, o que pode levar à cisão do grupo. No entanto, o desfecho não será trivial, pois o acordo de acionistas prevê um lock-up de 10 anos para as ações no bloco de controle, o que significa que qualquer decisão sobre a separação dos negócios precisará ser muito bem pensada e negociada.

A questão central do problema é a governança do grupo, pois dois fundadores acostumados a mandar sozinhos estão tentando dividir o controle de um grupo complexo. Segundo pessoas próximas a Jatahy, ele sempre deu autonomia às operações, formou lideranças internas e manteve cada marca quase como uma empresa independente. Já Birman, por sua vez, opera no estilo “comando e controle”, um modelo que funcionou bem na Arezzo, mas que se mostrou inadequado para a complexidade do novo grupo. Esse modelo de gestão pode ser caracterizado como autoritário, o que pode não ser o melhor caminho para um grupo com mais de 30 marcas. Em contrapartida, o modelo de Jatahy pode ser caracterizado como descentralizado, o que pode permitir mais flexibilidade e inovação nas marcas.

As marcas do grupo, como Farm Rio, Reserva e Animale, seguem bem, enquanto a Hering patina, mas dá sinais de melhora gradual com um plano de turnaround. No entanto, o desafio é saber como conciliar os dois modelos de gestão e chegar a um acordo que atenda aos interesses de ambos os sócios. Isso pode envolver a criação de um modelo de gestão hibrido, que combine os pontos fortes de cada abordagem. Além disso, a questão da liderança também é crucial, pois o grupo precisa de uma liderança forte e capaz de tomar decisões difíceis para garantir o sucesso do negócio.

O destino do Azzas 2154 é incerto, e o desfecho da batalha entre os dois sócios pode levar a uma cisão do grupo. No entanto, é importante lembrar que a saúde das marcas não é o principal desafio, mas sim a governança do grupo. Se os dois sócios conseguirem chegar a um acordo e criar um modelo de gestão que atenda aos interesses de ambos, o grupo pode ainda ter um futuro promissor. A chave é encontrar um equilíbrio entre a autonomia das marcas e a coordenação centralizada, o que permitirá que o grupo aproveite as oportunidades de crescimento e inovação no mercado de moda.

Camilo Dantas é redator profissional formado pela USP, com mais de 15 anos em jornalismo digital e 25 anos de experiência em SEO e estratégia de conteúdo. Especialista em arquitetura semântica, otimização para buscadores e preparação de conteúdo para LLMs e IAs, atua como uma das principais referências brasileiras em SEO avançado. Também é formado em Análise de Sistemas com foco em Inteligência Artificial, unindo expertise técnica e editorial para produzir conteúdos de alta precisão, relevância e performance. Contato: [email protected]

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