A Mills, uma empresa brasileira de locação de máquinas e equipamentos, anunciou que seus acionistas controladores venderam sua participação de 50,3% na companhia para a empresa francesa Loxam SAS. Com isso, as ações da Mills dispararam 14,89%, fechando a R$ 15,05. O contrato de venda prevê a aquisição das ações por R$ 16 cada, um prêmio de 22% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira. O negócio ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de outras condições usuais.
A Loxam é uma das maiores empresas de locação de equipamentos da Europa, com receita líquida de 2,5 bilhões de euros em 2025, cerca de 11.600 colaboradores e uma rede de aproximadamente 1.130 filiais em mais de 28 países. No Brasil, a Loxam atua desde 2015 por meio da Loxam do Brasil e A Geradora. A venda da Mills para a Loxam pode ser vista como um reflexo do cenário econômico atual, no qual as empresas estão buscando expansão e diversificação em mercados em crescimento. Com a inflação em níveis elevados e os juros em alta, muitas companhias estão repensando suas estratégias de investimento e crescimento.
A aquisição da Mills pela Loxam pode trazer implicações práticas para o mercado de locação de equipamentos no Brasil, incluindo possíveis ganhos de eficiência e aumento da concorrência. A Loxam, com sua experiência e escala, pode trazer recursos e expertise para impulsionar o crescimento da Mills. Além disso, a oferta pública de aquisição da totalidade das demais ações de emissão da companhia, pelo mesmo preço por ação pago aos acionistas controladores, pode ser uma oportunidade para os investidores minoritários. Em um contexto de desemprego em níveis historicamente baixos, a manutenção e expansão das operações da Mills podem contribuir para a geração de emprego e renda.
A operação de venda da Mills para a Loxam SAS reflete o movimento de consolidação e internacionalização de empresas em setores como o de locação de equipamentos. O cenário macroeconômico, com seus desafios e oportunidades, molda as estratégias das companhias, que buscam crescimento sustentável e rentabilidade em um ambiente de incertezas. A evolução do negócio dependerá do cumprimento das condições suspensivas e da aprovação regulatória.