O Ibovespa fechou em queda de 0,48% nesta quarta-feira, atingindo 175.744,37 pontos, abaixo de 176 mil pontos, pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, que recuaram após o declínio dos preços do petróleo no exterior. A expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, com possíveis implicações para a oferta de petróleo, influenciou a queda. O volume financeiro do pregão somou R$ 22,85 bilhões. A Copasa também teve destaque negativo após anunciar mudanças em sua oferta de ações que pode levar à privatização da companhia.
A queda do petróleo no mercado internacional foi um dos principais fatores que influenciaram o mercado acionário brasileiro. O barril de petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 5,31%, a US$ 94,29, após notícias de um possível acordo entre EUA e Irã sobre o fim do conflito e a reabertura do Estreito de Ormuz. Embora os EUA tenham negado a reportagem, afirmando que se tratava de “pura invenção”, e o governo do Irã não tenha se pronunciado, o mercado permaneceu sensível ao risco de prolongamento do conflito no Oriente Médio. O especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad, destacou que “apesar da queda do petróleo e de sinais pontuais de avanço diplomático, o mercado segue sensível com o risco de prolongamento do conflito no Oriente Médio”.
No Brasil, os dados econômicos também influenciaram o mercado. O IPCA-15, índice de inflação, subiu 0,62% em maio, acima do esperado, e atingiu 4,64% em 12 meses, superior ao teto da meta do Banco Central. Esse resultado reforçou a percepção de cortes mais graduais da Selic, a taxa de juros brasileira. As ações da Petrobras PN (PETR4) recuaram 1,43% e as da Petrobras ON (PETR3) caíram 1,62%, acompanhando a queda do petróleo no exterior. A Copasa, com a notícia de mudanças na oferta de ações que pode levar à privatização da companhia, também foi destaque negativo.
Em Wall Street, os índices fecharam com leves altas, com o S&P 500 praticamente estável, sustentando-se em nível recorde. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que houve algum progresso nas negociações com o Irã, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que ainda não estava satisfeito com um acordo. A expectativa de um possível acordo entre EUA e Irã continua a influenciar os mercados, com investidores monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus impactos na economia global.