O bitcoin, a principal criptomoeda do mundo, operou em queda na manhã desta quinta-feira, atingindo um preço histórico de US$ 73 mil, o pior nível em 45 dias, de acordo com a plataforma CoinGecko. Essa perda valor foi impulsionada por duas principais razões: as saídas dos fundos negociados em bolsa (ETFs) nos Estados Unidos e a escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Além disso, a expectativa de uma forte inflação nos Estados Unidos e a possibilidade de aumento nos juros também contribuíram para a perda de valor da criptomoeda.
O mercado de criptomoedas está sendo influenciado por vários fatores, incluindo a volatilidade dos ativos de risco. A combinação de novo risco geopolítico, petróleo em alta e expectativa de uma forte inflação pode criar um ambiente desfavorável para os ativos de risco, como o bitcoin. Além disso, a saída de investidores dos ETFs nos Estados Unidos, que totalizou US$ 2,6 bilhões em oito dias consecutivos, também contribuiu para a perda de valor da criptomoeda. Esse valor é considerado alto, pois é o maior desde setembro de 2024.
A economia brasileira também está sendo afetada pela volatilidade dos preços das criptomoedas. Os brasileiros aumentaram suas despesas com criptomoedas em abril, chegando a US$ 2,7 bilhões, três vezes mais do que em abril do ano passado. Isso sinaliza que o setor de criptomoedas está crescendo rapidamente no Brasil, apesar da volatilidade dos preços. Além disso, a Mastercard também está avançando no mundo cripto, obtendo uma licença em Nova York para criar infraestrutura baseada em blockchain.
É importante notar que a perda de valor do bitcoin não afeta apenas os investidores individuais, mas também a economia global. A criptomoeda é considerada um ativo de risco, e sua volatilidade pode afetar a estabilidade financeira. Além disso, a escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã pode ter consequências mais amplas, incluindo a instabilidade dos mercados financeiros.